Ter ou não ter? Eis a questão…
Abro os meus olhos e na maioria das vezes fico alguns minutos na cama fingindo para mim mesmo que ainda estou com sono, e quando começo a pensar na minha vida, dou um pulo da cama, por que sei que se ficar parado ali ela fica também. Ao colocar os pés no chão percebo que estou afundando ainda mais na areia movediça das “decisões necessárias” pergunto a vocês e a mim mesmo: “Onde está escrito que eu tenho que ter dinheiro, bens materiais e uma carreira de brilho?” realmente me incomoda e muito esse lance de “ter que ser”, “ter que ter” e a minha felicidade? não importa? As coisas que eu penso em fazer para me sentir bem, não contam? Se eu fosse feliz apenas com o dinheiro necessário para a minha sobrevivência, apenas pagando minhas contas e separando dinheiro para as “minhas futilidades” (aquelas que me deixam felizes e não as que fazem encher os olhos alheios…).
Ser feliz é dizer que faço faculdade, tenho um carro, celular foda, corpo de sereia, abdome de tanque e corpo no formato triangulo (costas largas e pernas finas) ter roupas de grife e tênis de marca isso sim é ser feliz! Viva a felicidade de ser melhor do que os outros! por que é o que nos importa, afinal o mundo é dos melhores! Ganha quem estiver mais na moda ou quem for mais popular no Orkut. É muito difícil fugir desse mundo, mais não é impossível. Seria hipocrisia minha dizer que sou o senhor certinho e que não daria tantos Cruzados em uma calça ou tênis de marca. A questão do preço pode ser considerada se o produto tem uma determinada qualidade, mais é fato que se o produto tem um preço absurdo fica meio difícil de enxergar essa qualidade que parece valer tanto a pena. Um exemplo prático é de uma marca de bolsas muito conhecida Vitor Hugo que já me fez engolir meia dúzia de chicletes ao ver os preços de alguns produtos. Da última vez que eu andei olhando a vitrine vi uma peça que me chamou a atenção, um chaveiro simples, simples… com o logo e nome da marca escritos em um metal e um pedaço de couro bem pequeno. Essa obra prima custava nada mais, nada menos que R$99,00 isso mesmo! Agora, onde está a qualidade desse chaveiro? Onde está a utilidade de se ter um chaveiro que custa R$99,00? Se pelo menos ele tivesse um sensor que avisasse quando você perdesse a chave, poderíamos pensar… isso sem contar que chave é um dos objetos criados para se perder. Imagine você perder um chaveiro desses? Prejuízo garantido! Agora se você é um admirador de couro legitimo e dizer que é um couro especial e etc, vai em uma festas dessas festas de pião e boiadeiro ou na feira dos Paraíbas em São Cri-Cri, lá você vai encontrar couro legítimo e se souber pechinchar, vai consegui comprar uns 5 chaveiros de couro e uma bota e ainda sobra troco desses R$99,00. Acho que às vezes é bom parar para pensar e deixar de ser fruto da imagem de propagandas e ser você mesmo.
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